15 de fevereiro de 2005

"É a história de um médico missionário(pessoas que dedicam a vida para
falar do Evangelho). Esse médico foi parar em um país da África onde
morou durante 40 anos. Longe da sua casa, da sua família, do seu
idioma, viveu 40 anos pregando o evangelho, curando feridas, sendo uma
bênção. No final de 40 anos, já com o corpo cansado, ele resolveu
voltar para os Estados Unidos. Uma viagem longa, de navio, passava
dias a imaginar como seria a recepção. Perguntava-se como ficaria o
cais no dia de sua chegada. Haveria faixas? Bandas de música? E a
medida em que os dias passavam e se aproximava do seu ponto final,
crescia no seu coração uma ansieade que quase o dominava. Queria muito
que chegasse o dia tão esperado quando a recepção finalmente
aconteceria. Quando finalmente o navio atracou, de fato, deparou-se
com um quadro surpreendente.
Estavam ali muitas pessoas bem vestidas. Havia também muitas faixas
escritas assim: "Bem-vindo ao lar"; "estávamos com saudades"; "estamos
esperando você"; havia inclusive uma orquestra que tocava uma música
calorosa, enchendo a atmosfera de alegria. O homem ficou boquiaberto
pois aguardava uma recepção e aquela festa estava bem além de suas
espectativas. Seu coração batia acelerado, mal podia conter a emoção.
Entretanto, ele fez uma descoberta surpreendente ainda. Toda aquela
festa era para recepcionar uma artista de cinema que também se
encontrava naquele navio, retornando para a sua cidade. O missionário
ficou parado com a mala na mão, sem entender o que se passava e
perguntou para Deus o porquê? Desejava muito saber o motivo de não
encontrar uma pessoa sequer para recepcioná-lo. E naquela hora Deus
falou com ele:"filho, você ainda não voltou para casa, a nossa casa é
lá, a recepção é lá".
É tão diferente quando começamos a entender que há um chamado divino
em nossas vidas. Nós não devemos nos embriagar na exuberância de
nossas próprias conquistas. Não devemos ver as coisas com um fim em si
mesmas. Tudo que conseguirmos vencer e até mesmo quando superarmos a
nós mesmo em nossos desafios, será sempre uma expressão da bondade do
Senhor. Não devemos pensar que foi pela nossa força, pois isso nos
levará a ensoberbecer, nos orgulhar de nós mesmos e esperar
reconhecimento e homenagens dos homens." (Os Valentes do Senhor - Pr Marcio Valadão)

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